A pesquisa Justiça Econômica no Brasil tem raça e gênero apresenta o Índice de Justiça Econômica Racial (IJER), uma ferramenta criada para analisar como raça e gênero estruturam o acesso a direitos e oportunidades no país. O índice integra informações sobre educação, trabalho, renda e condições de moradia, oferecendo uma leitura multidimensional e interseccional das desigualdades brasileiras.
O estudo utiliza microdados da PNAD Contínua, produzida pelo IBGE, referentes ao período de 2016 a 2023, com exceção de 2020 e 2021 devido às mudanças na coleta durante a pandemia. A análise compara quatro grupos: mulheres negras, homens negros, mulheres brancas e homens brancos. O IJER varia de zero a um, sendo que valores mais altos representam maior proximidade do acesso à justiça econômica.
Os resultados mostram uma melhora da média nacional, que passou de 0,53 em 2016 para 0,59 em 2023. Entretanto, a hierarquia entre os grupos permaneceu estável. Os homens brancos registraram os maiores índices em todos os anos, entre 0,67 e 0,69, enquanto as mulheres negras permaneceram na última posição, com resultados entre 0,49 e 0,53. As desigualdades são ainda mais intensas nas regiões Norte e Nordeste.
A Conjunta considera que o material fomenta o Desenvolvimento Institucional das OSCs brasileiras porque oferece dados e uma metodologia para incorporar raça, gênero e território ao planejamento, ao monitoramento e à avaliação de programas. A pesquisa ajuda as organizações a identificar desigualdades que indicadores genéricos podem ocultar e a desenvolver estratégias, critérios de investimento e práticas institucionais mais equitativas.
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